
Casemiro recebe cartão — Brasil x Marrocos
Essa entrada fica bem mais interessante quando olhamos para o papel do Casemiro dentro do jogo, não só para o nome. Contra Marrocos, o Brasil tende a ter mais posse, mas vai enfrentar uma seleção muito forte em transição, com jogadores como Hakimi, Brahim Díaz, Ounahi, El Kaabi e atacando espaço. Casemiro deve ser o primeiro homem de proteção da zaga, justamente na zona onde nascem as faltas táticas para matar contra-ataque.
No recorte recente pela Seleção, Casemiro aparece com cartões em situações diferentes: por falta e também por reclamação, o que mostra que ele continua sendo um jogador de alta temperatura competitiva. Nos registros recentes do Brasil, ele teve cartões anotados aos 38’, 66’ e 45’ em partidas diferentes, sempre atuando como volante central ou pelo lado da dupla de meio-campo. Esse perfil conversa muito com um jogo de Copa contra um adversário rápido.
Amrabat recebe cartão — Brasil x Marrocos
Amrabat para cartão tem um dos encaixes mais fortes do jogo. Ele é o volante de maior combate de Marrocos, responsável por proteger a entrada da área, encurtar em meias e fazer coberturas quando os laterais sobem. Contra o Brasil, isso significa duelos diretos contra jogadores de muita condução e aceleração, como Raphinha, Vini Jr, Matheus Cunha e Luiz Henrique, dependendo da formação.
O retrospecto recente também ajuda. Pela seleção marroquina, Amrabat já aparece com cartões recentes por falta e por reclamação, além de registros de alta minutagem como volante central. O dado mais importante é que ele não é um meio-campista passivo: participa muito da zona de contato e costuma estar envolvido em duelos no setor onde o Brasil mais acelera. Em um jogo com árbitro projetado para média acima de 4 cartões, a linha ganha ainda mais valor.
Raphinha chuta no gol de fora da área — Brasil x Marrocos
Raphinha para chutar no gol de fora da área é uma seleção que faz sentido pelo tipo de finalização que ele costuma buscar pela Seleção. Ele não é apenas um ponta de linha de fundo: muitas vezes recebe aberto pela direita ou por dentro, corta para a canhota e finaliza da entrada da área. Contra um Marrocos bem organizado defensivamente, com bloco competitivo e zagueiros fortes dentro da área, o Brasil pode precisar bastante desse tipo de chute de média distância.
O retrospecto recente pela Seleção sustenta a leitura. No jogo mais recente do Brasil contra o Egito, Raphinha terminou como um dos jogadores com mais chutes no alvo da equipe, com 2. Antes disso, contra a Bolívia, também apareceu entre os principais finalizadores brasileiros, com 2 chutes totais e 1 no alvo. Ou seja, ele vem participando diretamente do volume ofensivo da Seleção, e não apenas como criador.
Hakimi chuta no gol de fora da área — Brasil x Marrocos
Hakimi para chutar no gol de fora da área é uma entrada bem específica, mas tem lógica pelo papel ofensivo dele em Marrocos. Mesmo sendo lateral, ele joga praticamente como uma válvula de escape pelo lado direito, ataca corredor, aparece em transições e tem liberdade para finalizar quando recebe com espaço na intermediária. Contra o Brasil, a tendência é que Marrocos tenha menos posse, mas encontre campo para acelerar nas costas da pressão brasileira.
O ponto positivo é que Hakimi já mostrou esse volume pela seleção. No recorte recente de Marrocos, aparece com jogo de 2 chutes no alvo, mesmo atuando como lateral, o que é um dado forte para um mercado de finalização. Além disso, ele costuma ter minutagem alta, participa de bolas paradas e é um dos jogadores mais agressivos do time quando Marrocos consegue sair em velocidade. Se o Brasil adiantar laterais e volantes, Hakimi pode receber justamente na zona ideal para carregar e arriscar de fora.