
Messi para marcar
Messi chega às quartas de final como o principal nome ofensivo da Argentina e artilheiro da Copa, com oito gols em cinco partidas.
O camisa 10 marcou na vitória por 3 a 2 sobre o Egito, soma dez gols nas últimas sete atuações pela seleção e continua concentrando cobranças de pênalti, faltas próximas da área e grande parte das finalizações argentinas.
A tendência é de uma Argentina com mais posse e instalada no campo ofensivo diante de uma Suíça organizada em bloco baixo.
Mesmo com Kobel vivendo bom momento, a pressão argentina deve produzir oportunidades para Messi entre as linhas e dentro da área, especialmente com Lautaro Martínez ou Julián Álvarez prendendo os zagueiros.
Pelo volume, pelo protagonismo e pela capacidade de decidir jogos eliminatórios, o gol do capitão é uma seleção muito bem encaixada.
Enzo Fernández: 1+ chute no gol
Enzo vem assumindo uma função cada vez mais ofensiva no meio-campo argentino.
Nesta Copa, são oito finalizações e três chutes no gol em quatro partidas, além do gol de cabeça que decidiu a classificação contra o Egito.
O meia atuou como titular nos quatro jogos disputados e acumula 390 minutos, indicação clara de que deve permanecer em campo por praticamente toda a partida.
Com Messi atraindo a marcação e os atacantes ocupando a última linha suíça, Enzo costuma encontrar espaço para aparecer de trás, atacar rebotes e finalizar na entrada ou dentro da área.
Contra uma defesa que tende a proteger muito a região central, as bolas afastadas parcialmente também podem cair nos pés do argentino.
Como a linha exige somente uma finalização certa, seu volume recente e sua maior presença ofensiva tornam a escolha bastante interessante.
Cristian Romero: 2+ faltas cometidas
Romero lidera a Argentina em faltas cometidas nesta Copa, com sete infrações em quatro jogos e 347 minutos disputados.
É uma média próxima de duas faltas por partida, exatamente a linha proposta, reforçada por seu estilo agressivo de antecipação e pela liberdade que recebe para abandonar a defesa e pressionar o atacante adversário.
A Suíça deve buscar transições rápidas com Embolo como referência e Dan Ndoye atacando os espaços.
Esse desenho tende a colocar Romero em duelos físicos, coberturas fora da área e situações nas quais será necessário interromper contra-ataques.
Como a Argentina deve jogar adiantada e assumir mais riscos com a posse, o zagueiro pode ser exposto diversas vezes em campo aberto.
Pelo comportamento do jogador e pelo provável roteiro da partida, duas faltas representam uma linha totalmente alcançável.
Ricardo Rodríguez: 2+ faltas cometidas
Ricardo Rodríguez é o jogador suíço com mais faltas cometidas nesta Copa: dez infrações em cinco partidas, média exata de duas por jogo.
O defensor também soma 430 minutos e foi titular em todas as apresentações, mostrando grande probabilidade de começar novamente e permanecer em campo por tempo suficiente para bater a linha.
Seu setor será constantemente pressionado pelas movimentações de Messi, pelas chegadas de De Paul e pelas ultrapassagens de Molina.
Mesmo quando Messi parte de uma posição central, é comum que receba no lado direito do ataque argentino, justamente explorando a região protegida por Rodríguez.
Com a Suíça provavelmente passando longos períodos sem a bola, o defensor terá de encurtar espaços, disputar bolas atrasado e impedir progressões próximas da área.
O histórico no torneio e a dificuldade dos duelos fazem das duas faltas uma seleção muito coerente.